Vejo pessoas que se prendem a passados mais presentes do que nunca. Homens e mulheres que choram o amor perdido na juventude, a oportunidade de um bom emprego que se foi, o casamento que acabou... Enquanto lamentam o passado, esperam pelo final feliz.
O ontem já acabou! Tantos se prendem a ele por “ser mais fácil contar uma história que já foi escrita”. O futuro, ainda incerto, pertence aos nossos sonhos. E há aqueles que vivem nesse mundo do amanhã, respirando o ar que ainda nem conhecem. Será mesmo que vale a pena sonhar com sofrimentos, ansiedades, pontos de interrogação? Por falar em sonhadores...Não há tempo mais oportuno pra vivenciar esses sonhos e para buscar essa felicidade do que o tempo da juventude. Jovens buscam suas realizações profissionais, seus amores, encontros, caminhos, amigos, despedidas, sonhos, sonhos, planos, sonhos... Jovens que desperdiçam suas forças com tantas bobagens; jovens que se dizem sempre em busca da felicidade. E por que nunca a encontram?
Muitos dizem procurá-la em lugares errados, com pessoas erradas. Mas eu penso que o erro está, na verdade, em o que se busca. Procura-se felicidade, mas vive-se de euforia. Isso mesmo! A melhor balada, o mais gato(a) da noite. Momentos de euforia, e não alegria. “Euforia é um estado de emoção plena". Emoção, não alegria. Euforia é algo que a gente sente e... passa. É o beijo da noite, o som, o elogio, o momento.
Quem nunca ouviu falar na disputa paixão X amor? O mesmo se dá entre euforia X alegria. Sentimentos tão próximos e tão distantes. A paixão (euforia) é intensa, ferve, chora, sorri, impulsiona, enlouquece. “O amor (alegria) é paciente, é bondoso, não busca os seus próprios interesses”. A paixão (euforia) nos torna cegos, escravos, faz com que tomemos decisões impulsionados por um sentimento incontrolável. O amor (alegria) não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A paixão (euforia) acaba, deixando-nos fragilizados. O amor (alegria) tudo crê, tudo espera, deixando-nos com a paz.
E por que, então, vivemos de euforias? Simples! Basta observarmos o que nos cerca. Vivemos em tempos em que tudo é imediato. Compras imediatas, comidas enlatadas (imediatas), fast food, respostas imediatas, dietas imediatas, beijos imediatos, relacionamentos imediatos, sonhos imediatos... Imediatos... Eufóricos... Euforia! A euforia é imediata.
Voltemos ao amor, este deve ser conquistado, cultivado, essa história de “amor a primeira vista”, convenhamos, não existe! O amor tudo espera. Para amar é preciso esperar, conhecer. Não existe amor imediato, instantâneo. Aquilo que se relaciona a imediato está, também, ligado a descartável. O amor, assim como a alegria, não pode ser descartável.
É preciso, então, deixar esse tempo de euforia. Não digo deixar de viver, de experimentar esse tempo. Mas sim, deixar de viver nesse tempo. É preciso contemplar realizações, sonhos, planos, amores, baseados em alegrias, não em euforias. Euforia passa, morre. Alegria permanece, vive. É preciso buscar a alegria hoje. Deixar de lamentar as euforias de ontem ou esperar as de amanhã. É preciso ser feliz hoje. A busca pela alegria sim, deve ser imediata, imediatamente, agora!
Mexa-se!
“Não há tempo que volte, amor. Vamos nos permitir”
(Tempos Modernos, Lulu Santos)


Cada um de nós tem o poder de fazer o tempo parar, mas vai parar só para você, os outros vão continuar vivendo, então busque no seu interior a felicidade e faça tudo parar para poder vê-lá...Depois preserve esse estado, se permitindo errar e transcender...bjus querida renata adorei o blog...SE quiser eu tb tenho um, mas fala de circo rsrsrs: circonstanciateste.blogspot.com
ResponderExcluirSeu blog tá cada dia mais lindo! Linda você x)
ResponderExcluirO amor.... esse sabe esperar... uma vida,às vz, enquanto não temos a paciência de esperar um troco, um ônibus, uma resposta, o amor nos ensina a esperar...
ResponderExcluir"Não bastam dias de sonho,
semanas de paixão,
meses de elevação e vontade,
porque a verdadeira vida
é a que se constrói todos os dias,
feita de gestos, atenções e cuidados,
pequenos nadas que são quase tudo."
(Autor desconhecido)